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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

INDIE ROCK


Vamos ao basico para entender
Indie rock (ou "rock independente" em português) é um gênero musical surgido no Reino Unido e Estados Unidos durante a década de 1980. É enraizado em gêneros mais antigos, como o rock alternativo, o pós-punk e o new wave. O termo é frequentemente utilizado para descrever os meios de produção e distribuição de música underground independente e dissociada de grandes gravadoras, assim como o estilo musical a utilizar originalmente este meio de produção.[1]

Artistas de indie rock são conhecidos por fazerem questão de manter controle completo de sua música e carreira, lançando álbuns por gravadoras independentes (empresas por vezes fundadas e gerenciadas pelos próprios artistas) e baseando toda a divulgação de seu trabalho em turnês, rádios independentes e, mais atualmente, na internet.

História
Pixies em Kansas City
Sonic Youth
Arcade Fire
The Postal Service

No Reino Unido, as paradas musicais indie vêm sendo compiladas desde o início da década de 1980. Inicialmente ela tratava de bandas que emergiram do punk e outras formas alternativas do rock. Tais bandas eram caracterizadas meramente por lançarem álbuns por pequenas gravadoras, independente da cena musical em vigor. Apesar disso, o termo indie começou a ser associado com o estilo de rock alternativo baseado majoritariamente em guitarras que dominava a parada, particularmente artistas de indie pop como Aztec Camera e Orange Juice, o movimento C86 e os artistas da Sarah Records. As bandas que marcaram o estilo na década de 1980 foram The Smiths, the Stone Roses e The Jesus and Mary Chain, Happy Mondays, My Bloody Valentine que influenciaram diretamente os movimentos alternativos de rock da década de 1990 como o shoegaze e o britpop. De fato, é bastante comum para os britânicos denominarem qualquer forma alternativa de música como indie ao invés de alternativo.

Nos Estados Unidos, a música normalmente denominada indie rock descende da cena de rock alternativo influenciada pelo punk rock e hardcore da década de 1970 e início dos anos 1980. Nos anos 80 o termo indie rock foi particularmente associado à bandas com som forte e distorcido como Hüsker Dü, Dinosaur Jr., Pixies, Sonic Youth e Big Black.[1] Durante a primeira metade da década de 1990, o rock alternativo liderado por bandas do movimento grunge como Nirvana e Pearl Jam explodiram para o público geral, alcançando sucesso comercial. Logo após o gênero alternativo tornou-se comercializável, atraindo grandes gravadoras a investirem em formas pró-comerciais com um apelo conservador (retrô).

Com isso, o significado da denominação alternativo mudou de sua forma original, uma contra-cultura, para uma cultura comercialmente bem sucedida e apelativa ao grande público, enquanto o termo indie rock passou a denominar bandas e gêneros que permaneceram na cena "underground".
[editar] Subgêneros

Sempre foi uma tarefa difícil saber se uma banda era de Indie Rock ou não. O Indie Rock pode ser tanto um tipo de Folk quanto um estilo de Hardcore. Abaixo estão classificados os estilos:

* Baroque pop: Um folk rock estilo anos 60 misturado com o experimentalismo, como por exemplo, a inclusão de uma orquestra na música. (ex: Arcade Fire, Fiona Apple, Tori Amos e The Decemberists)
* Britpop: Estilo que mistura quase toda a história do rock britânico. Desde a British Invasion (Rolling Stones, Small Faces etc), passando por bandas de Punk Rock como Buzzcocks e Wire, até chegar em Stone Roses e Happy Mondays, é por isso que varias bandas desse estilo são bastante diversificadas e "ecléticas". (ex: Supergrass, Blur, Franz Ferdinand, Oasis e Pulp)
* Disco punk: Mistura perfeita da New Wave com o Punk Rock, adicionando às vezes um pouco de Funk dos anos 70. (ex: LCD Soundsystem, !!!, Out Hud, Radio 4 e Rapture)
* Dunedin Sound: Um tipo de Indie Pop diferenciado, ele usa guitarras "jingly-jangly", baixo repetitivo e algumas vezes bateria. Algumas bandas de Punk Rock já usaram esse tipo de estilo. (ex: Superette, Garageland, The Bats e 3Ds)
* Indie Pop: Enon, Blonde Redhead, Blood Red Shoes, Liam Finn, Les Savy Fav, The Hush Sound
* Garage rock revival: com som de "rock and roll" dos anos 60, a maioria das bandas que são desse subgênero tem um grande influência do Delta Blues. (ex: Strokes, Von Bondies, White Stripes e Eagles Of Death Metal)
* Madchester: Estilo que misturava Indie Rock, Dance Music e Pop Psicodélico. Graças ao estilo, várias bandas do Britpop foram formadas. As letras do estilo eram muito influenciadadas pelas drogas sintéticas (que eram novidade na época). (ex: Happy Mondays, Stone Roses,The Inspiral Carpets e A Guy Called Gerald)
* Math rock: Mistura riffs dissonantes e batidas diferentes (7/8. 11/8 ou 13/8 por exemplo). O Math Rock é um estilo realmente complexo fundindo o Rock, Metal, Progressivo e até mesmo Punk. (ex: Don Caballero, 1.6 Band, Bellini, Creedle, Braid, Inlantic, The Jesus Lizard e Surrogat)
* Indie folk: Um revival do folk dos anos 60 com elementos do indie rock. (ex. Beirut, Kings Of Convenience, Neutral Milk Hotel, Devendra Banhart, The Decemberists)
* Noise pop: Mistura a atitude do Punk Rock com noise, ecos e várias outras características bastante encontradas no universo Pop dos anos 80. (ex: The Jesus and Mary Chain)
* Post-punk revival: O estilo mistura as guitarras do Punk,"riffs" vindo de bandas como Television e Gang Of Four, os teclados da New Wave, algumas vezes Eletrônica. Tudo isso criado através de uma "melodia" Pós Punk. (ex. Bloc Party, Franz Ferdinand,Futureheads e Interpol)
* Post-rock: Estilo amplamente alternativo que mistura Rock e Jazz flertando a Eletrônica, tudo isso num clima Ambient (ex. Tortoise, A Silver Mt. Zion, Do Make Say Think e Fly Pan Am)
* Slowcore (ou Sadcore): Rock Alternativo com batidas lentas e letras tristes, se confunde muito com o Indie do final dos anos 80. (ex: (Smog), Low, Galaxie 500, Bedhead e Pedro the Lion)
* Twee pop: Mistura doces melodias e doces letras. A sonoridade é a partir de guitarras leves, vocais femininos e, às vezes, instrumentos de criança. (ex. Camera Obscura, Belle & Sebastian, The Flaming Lips, Architecture In Helsinki, Tully Craft e Girls in Hawaii)



Conheça o estilo "Indie Rock"
No Reino Unido, as paradas musicais indie vêm sendo compiladas desde o início da década de 1980. Inicialmente ela tratava de bandas que emergiram do punk e outras formas alternativas do rock. Tais bandas eram caracterizadas meramente por lançarem álbuns por pequenas gravadoras, independente da cena musical em vigor. Apesar disso, o termo indie começou a ser associado com o estilo de rock alternativo baseado majoritariamente em guitarras que dominava a parada, particularmente artistas de indie pop como Aztec Camera e Orange Juice, o movimento C86 e os artistas da Sarah Records. As bandas que marcaram o estilo na década de 1980 foram The Smiths, the Stone Roses e The Jesus and Mary Chain,Happy Mondays,My Bloody Valentine que influenciaram diretamente os movimentos alternativos de rock da década de 1990 como o shoegaze e o britpop. De fato, é bastante comum para os britânicos denominarem qualquer forma alternativa de música como indie ao invés de alternativo. Nos Estados Unidos, a música normalmente denominada indie rock descende da cena de rock alternativo influenciada pelo punk rock e hardcore da década de 1970 e início dos anos 1980. Nos anos 80 o termo indie rock foi particularmente associado à bandas com som forte e distorcido como Hüsker Dü, Dinosaur Jr., Pixies, Sonic Youth e Big Black. Durante a primeira metade da década de 1990, o rock alternativo liderado por bandas do movimento grunge como Nirvana e Pearl Jam explodiram para o público geral, alcançando sucesso comercial. Logo após o gênero alternativo tornou-se comercializável, atraindo grandes gravadoras a investirem em formas pró-comerciais com um apelo conservador (retrô).


Help She Can't Swim - Banda Britânica de Indie Rock
Com isso, o significado da denominação alternativo mudou de sua forma original, uma contra-cultura, para uma cultura comercialmente bem sucedida e apelativa ao grande público, enquanto o termo indie rock passou a denominar bandas e gêneros que permaneceram na cena "underground".

O indie rock do novo milênio

O Strokes inaugurou a "onda indie" do novo milênio. Em apenas dois anos, o grupo saiu dos pequenos shows em bares e clubes no Lower East Side, em Nova Iorque, para o sucesso mundial. Famosos no circuito da música alternativa da cidade desde 1999, o grupo ficou internacionalmente conhecido com o álbum “Is This It” (2001), com uma sonoridade que basicamente reviveu o rock de garagem do underground norte-americano dos anos 60 e 70.
    
                                         
O grupo Kaiser Chiefs, um dos destaques da cena indie dos anos 2000
O sucesso dos Strokes chamou a atenção para uma leva de jovens grupos, principalmente norte-americanos e britânicos, que propagavam uma revitalização do rock. Suas influências vinham do rock de garagem, de Iggy Pop e Stooges e MC5, e também dos sons do pós-punk dos anos 80, de Joy Division, The Cure, The Simths e Talking Heads. Destacaram-se nesse cenário da música alternativa do começo do novo milênio bandas como Franz Ferdinand, Interpol, Kaiser Chiefs, The Killers, The Hives, Arctic Monkeys, The Klaxons, The Rapture e a brasileira Cansei de Ser Sexy.


Graças à proposta musical que rompeu com as tendências do pop-rock do final do século 20 e, principalmente, por conta da atitude e da estratégia de divulgação de seus trabalhos, esses grupos foram imediatamente identificados como indies. Comum a muito deles foi a popularização de suas canções e shows por meio da Internet, basicamente através de sites de relacionamento, como o MySpace, o preferido do cenário musical jovem.
Banda Arctic Monkeys

O movimento indie atingiu uma combalida indústria fonográfica, já que as novas bandas mostraram que podiam divulgar seus trabalhos e oferecer suas músicas na Internet diretamente aos apreciadores, sem a intermediação das gravadoras. Nesse processo, o lançamento e a distribuição de CDs perderam importância. As bandas indies investem mais na construção de uma comunidade de fãs que freqüentem seus shows, o que lhes dá um retorno financeiro bem superior ao obtido com o formato tradicional de venda de álbuns.

Como em outros movimentos importantes da canção pop, o fenômeno indie constituiu uma nova subcultura com suas identidades visuais e comportamentais. Além da freqüência a clubes noturnos do circuito alternativo, onde as principais atrações são justamente novas bandas, os jeans com cintura baixa, corte reto, tênis All Star e as camisetas de bandas marcam o visual dos fãs da nova música independente.
A cena musical indie que surgiu na virada do milênio não só atualizou esteticamente a produção de canções pop que surgem no underground como também inovou nas relações entre artistas e fãs. E para fazer isso usou amplamente as novas tecnologias de comunicação e seu poder de interação com o universo jovem.
Desde o final dos anos 60, a canção pop que tem sido chamada de underground, alternativa ou indie tem essencialmente buscado uma produção musical mais independente das tendências comercialmente bem-sucedidas e uma maior autonomia artística.

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