O que é sertanejo universitário?
JOAO BOSCO E VINICIOSJORGE E MATEUS
LUAN SANTANA
João Bosco e Vinícius lançaram uma moda que foi consolidada por César Menotti e Fabiano nas mãos do Maestro Pinóquio. Música sertaneja tocada de uma forma diferente com uma pegada pop, que por ter muita aceitação com os jovens de 15 a 30 anos, ganhou a alcunha de “sertanejo universitário”. Mas o que esse estilo tem de diferente do restante do segmento sertanejo?
Ao pensar na resposta para essa pergunta, é inevitável tentar enumerar duplas que trabalham divulgando-se como dupla sertaneja universitária. Entre elas, podemos citar João Neto e Frederico, Jorge e Mateus, Alan & Alex e mais um punhado por aí. O que elas têm de diferente uma pra outra? Praticamente nada. As duplas sertanejas universitárias utilizam praticamente o mesmo repertório e agradam praticamente o mesmo público. Determinadas músicas que fizeram ou não sucesso no passado, viraram febre na boca da galera. “Tem nada ver”, gravada por Bruno e Marrone em 1997, estourou nas vozes de Jorge e Mateus e de mais um punhado de gente. “Caso Marcado”, gravada por Noli, ex Banda Chaparrall em 1999, deu certo com César Menotti e Fabiano e com milhares de outros. Outras músicas mais clássicas, por sua vez, são regravadas por praticamente todas as duplas, como por exemplo, “Telefone Mudo”, “Pagode em Brasília”, etc.
Todas as duplas seguem a regra dos três As, e quando alcançam o sucesso, o fazem graças às músicas inéditas. João Neto e Frederico com “Só de Você”, Jorge e Mateus com “Querendo te amar”, César Menotti e Fabiano com “Ciumenta”, João Bosco e Vinícius com “Magia e Mistério”, todos conquistaram o carinho do público. No entanto, depois de fazer sucesso no circuito universitário, algumas duplas preferem abandonar o rótulo e desenvolver trabalhos mais abrangentes. Isso acontece porque qualquer pessoa sabe que a cabeça do público universitário muda conforme a maré. Ora, ontem era o forró universitário, liderado pelo Falamansa. Depois veio o pagode universitário, com Os Inimigos da HP, e o sertanejo universitário, com César Menotti e Fabiano, O Funknejo com o MC Fylé. O pagode universitário já está em queda e é só uma questão de tempo até que o mesmo aconteça com o sertanejo universitário.
Ao pensar na resposta para essa pergunta, é inevitável tentar enumerar duplas que trabalham divulgando-se como dupla sertaneja universitária. Entre elas, podemos citar João Neto e Frederico, Jorge e Mateus, Alan & Alex e mais um punhado por aí. O que elas têm de diferente uma pra outra? Praticamente nada. As duplas sertanejas universitárias utilizam praticamente o mesmo repertório e agradam praticamente o mesmo público. Determinadas músicas que fizeram ou não sucesso no passado, viraram febre na boca da galera. “Tem nada ver”, gravada por Bruno e Marrone em 1997, estourou nas vozes de Jorge e Mateus e de mais um punhado de gente. “Caso Marcado”, gravada por Noli, ex Banda Chaparrall em 1999, deu certo com César Menotti e Fabiano e com milhares de outros. Outras músicas mais clássicas, por sua vez, são regravadas por praticamente todas as duplas, como por exemplo, “Telefone Mudo”, “Pagode em Brasília”, etc.
Todas as duplas seguem a regra dos três As, e quando alcançam o sucesso, o fazem graças às músicas inéditas. João Neto e Frederico com “Só de Você”, Jorge e Mateus com “Querendo te amar”, César Menotti e Fabiano com “Ciumenta”, João Bosco e Vinícius com “Magia e Mistério”, todos conquistaram o carinho do público. No entanto, depois de fazer sucesso no circuito universitário, algumas duplas preferem abandonar o rótulo e desenvolver trabalhos mais abrangentes. Isso acontece porque qualquer pessoa sabe que a cabeça do público universitário muda conforme a maré. Ora, ontem era o forró universitário, liderado pelo Falamansa. Depois veio o pagode universitário, com Os Inimigos da HP, e o sertanejo universitário, com César Menotti e Fabiano, O Funknejo com o MC Fylé. O pagode universitário já está em queda e é só uma questão de tempo até que o mesmo aconteça com o sertanejo universitário.
Por isso, é um tanto arriscado divulgar-se como tal, tendo em vista que o público fica muito restrito. A música sertaneja sempre foi universal e é perigoso tentar agradar somente uma galera que até um tempo atrás não excitava em jogar pedras no segmento. Além disso, devido ao sucesso que esse estilo faz nas festas, muitas duplas sem talento têm surgido e “prostituído” o mercado por ter dinheiro suficiente para investir, enquanto existem muitas duplas com qualidade e sem dinheiro espalhadas por esse Brasil. Sem querer ofender o público universitário, até porque sou um deles, o pessoal não faz muita questão de escutar apenas duplas com talento. Basta animar a festa o suficiente para das uns “pegas” em alguém e encher a cara de cachaça que ta tudo bom.
Quais as diferenças, então? O sertanejo universitário ajudou no resgate a um instrumento importantíssimo para a história sertaneja, o acordeom, e o velho Carron que foi universalizado, passando a ser utilizado em qualquer música, e não só nas dançantes. Por outro lado, o estilo permitiu a ascensão de duplas que definitivamente não possuem talento ou preparo. Apenas dinheiro. Ou na maioria das vezes nem isso. Além disso, por sofrer grande influência das músicas de Bruno e Marrone e Edson & Hudson a segunda voz é relegada ao menor plano possível. A segunda voz é só um cara a mais pra formar “dupla”, não precisa nem cantar. Como dizem os novatos, “Fica bonito dois no palco, Eduardo Costa é um só”. É o que pensam equivocadamente as duplas sertanejas universitárias. Com a ascensão do estilo, criou-se a ilusão de que pra ser dupla basta cantar em uníssono e tocar violão direitinho. Qualidade, portanto, ficou no passado. Música é universal, claro, que qualquer um pode tocar e cantar se quiser. Tem algumas duplas que ate passam batido
Em um show. Mas convenhamos que, como pra qualquer coisa que se faça na vida, é necessário um pouco de preparo. Principalmente um CD e um DVD. Aí nem o Maestro Pinóquio faz milagre.



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